quarta-feira, 24 de julho de 2013

The Sleeping Beauty Kirov Ballet 1989 (A Bela Adormecida)




The Sleeping Beauty Kirov Ballet 1989 - (A Bela Adormecida)


  http://youtu.be/e-a4HjwuuEs


http://youtu.be/HHEDEohQir8

Ballerina



An intimate portrait of five ballerinas from the Kirov.

Uliana Lopatkina
Evguenya Obraztsova
Alina Somova
Diana Vishneva
Svetlana Zakharova


http://youtu.be/AXSqObTHvEs

Life Of Pi- Full Soundtrack



0:00 - 3:41 - Pi's Lullaby
3:41 - 7:21 - Piscine Molitor Patel
7:21 - 8:33 - Pondicherry
8:33 - 10:24 - Meeting Krishna
10:24 - 11:37 - Christ in the Mountains
11:37 - 12:33 - Thank you Vishnu for Introducing Me to Christ
12:33 - 13:28 - Richard Parker
13:28 - 14:34 - Appa's Lesson
14:34 - 15:30 - Anandi
15:30 - 16:51 - Leaving India
16:51 - 17:40 - The Deepest Spot on Earth
17:40 - 20:29 - Tsimtsum
20:29 - 21:03 - Death of the Zebra
21:03 - 24:48 - First Night, First Day
24:48 - 27:00 - Set Your House in Order
27:00 - 29:15 - Skinny Vegetarian Boy
29:15 - 31:29 - Pi and Richard Parker
31:29 - 33:32 - The Whale
33:32 - 34:22 - Flying Fish
34:22 - 35:45 - Tiger Training
35:45 - 37:21 - Orphans
37:21 - 41:53 - Tiger Vision
41:53 - 45:35 - God Storm
45:35 - 48:57 - I'm Ready Now
48:57 - 50:56 - The Island
50:56 - 59:16 - Back to the World
59:16 - 1:03:19 - The Second Story
1:03:19 - the end - Which Story Do You Prefer?

http://youtu.be/ScXy3DJxvGE

terça-feira, 23 de julho de 2013

Sobre um Poema



Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Herberto Helder



Sete poemas do novo livro de Herberto Helder

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3241601

yvette k. centeno / o rei

yvette k. centeno / o rei

I

conta-me

conta-me entre as amêndoas

entre as mulheres
que é preciso
depor
aos pés
do rei

conta-me
torna-me
amarga

faz-me saber
mais
do que sei

yvette k. centeno
poesia do mundo
organiz. maria irene ramalho de sousa santos
edições afrontamento
1995

Que tal vir abaixo hipocrisias e auto enganos?

«Que tal vir abaixo hipocrisias e auto enganos? Que tal enfrentar suas trevas interiores, para que as trevas da ignorância não te peguem desprevenido no final da semana? Que tal um pouco de amadurecimento frente às questões existenciais, e um pouco mais de questionamento das informações que são impostas goela abaixo por organismos poderosos e manipuladores que somente querem sua anulação enquanto ser racional pensante e inteligente? Vamos questionar, buscar entendimento, ultrapassar tabus e dogmas pseudo-religiosos que nos afrontam enquanto ser humano em evolução. Aquilo que hoje é verdade pode ter sido uma mentira há anos atrás e vice-versa. A verdade é relativa. Ignorar a evolução do mundo, da cultura, das pessoas, dos ciclos da natureza, e o próprio andamento do universo em função de ideias, filosofias que já não procedem é um crime contra o nosso poder de escolhas e exercício do livre arbítrio!»


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«A semana começa com a Lua Cheia, a fase da Lua que “inflama os ânimos e humores”, tendendo aos excessos emocionais à flor da pele, pedindo atenção à área relacional para as brigas, conflitos e agressividade. Sabemos que em fase de lua cheia, estatisticamente falando há aumento de brigas, crimes, surtos psíquicos, ou seja, é uma informação bastante real e pede mesmo atenção. Observe-se nessa fase, estude através de si mesmo, e veja como essa fase propicia instabilidade de humor, vontade de se expressar, mas cuide para que sejam expressões positivas e construtivas.
É comum nessa fase a expressão emocional, pois é uma fase de extroversão em todos os sentidos, onde as coisas tendem a se revelar com impacto, por isso o cuidado nos conflitos e desentendimentos. Do ponto de vista empresarial, a fase da lua cheia mostra um excelente momento para ações de publicidade e marketing, participação em feiras e eventos, promoção de dinâmicas de RH, exposição de projetos, ações que precisem de “visibilidade”. Momento de ápice do ciclo com as realizações e concretizações esperadas.
Temos já no início da semana, dia 22, a entrada de Vênus no signo de virgem, e o Sol começando seu novo ciclo no signo de leão, uma mudança significativa da energia das últimas semanas. No mesmo dia 22, temos a conjunção de Marte e Júpiter, no signo de câncer (caranguejo), trazendo uma necessidade emocional forte de expansão, desenvolvimento pessoal, ousadia e aventura. O impulso é no sentido de extrapolar os limites, aumentando a autoconfiança, mas cuidado com a velocidade ao dirigir, pois há tendência à imprudência e aos excessos nessa área, e principalmente se for beber realmente “não” dirija. Caranguejo é um signo de água, líquidos, e os excessos nessa área podem trazer violência, confrontos, conflitos e inflamar os ânimos para atitudes irracionais e imprudentes.



Por outro lado a Vénus no signo de virgem traz mais prudência e análise nas relações interpessoais, e na forma de se relacionar, reprimindo impulsos violentos, que ameacem as regras e o senso comum, isso é bom para a semana, pois tendemos a um bom discernimento das situações, mas também ao controlar aprisionamos o instinto, o que no final acaba não sendo tão bom, por isso o importante é considerar a dualidade, considerar que temos possibilidades de cometer atos que magoam os outros, mas depois a sensatez de consertá-los, buscando o equilíbrio racional, a boa comunicação e a vontade real de harmonia. Nem 8 ou 80, busquemos uma zona de conforto que comporte acções diplomáticas, mas deve-se agir, ir ao encontro do crescimento e do amadurecimento.
Não dizer nada para não brigar nem sempre é um bom caminho, querer paz a qualquer custo nem sempre traz o equilíbrio, no entanto, arrebentar tudo, “chutar o pau da barraca” como costumamos dizer também nem sempre resolve as coisas, mas extravasar raivas, ódios, ou energias represadas muitas vezes é o começo da solução! Vamos pensar nessas coisas, pois a semana termina com aspecto tensos e violentos no céu, e isso pode indicar explosões de raiva, descontrole e acções passionais.



Entender que somos seres falíveis, cometemos erros sim, e não somos “santos” é um bom começo para lidar com as forças dessa semana. Tirar as ilusões que entorpecem nossa visão de como as energias funcionam no ser humano, muitas vezes nos enganando com ideais antinaturais, também é uma tónica da semana. Que tal vir abaixo hipocrisias e auto enganos? Que tal enfrentar suas trevas interiores, para que as trevas da ignorância não te peguem desprevenido no final da semana? Que tal um pouco de amadurecimento frente às questões existenciais, e um pouco mais de questionamento das informações que são impostas goela abaixo por organismos poderosos e manipuladores que somente querem sua anulação enquanto ser racional pensante e inteligente? Vamos questionar, buscar entendimento, ultrapassar tabus e dogmas pseudo-religiosos que nos afrontam enquanto ser humano em evolução. Aquilo que hoje é verdade pode ter sido uma mentira há anos atrás e vice-versa. A verdade é relativa. Ignorar a evolução do mundo, da cultura, das pessoas, dos ciclos da natureza, e o próprio andamento do universo em função de ideias, filosofias que já não procedem é um crime contra o nosso poder de escolhas e exercício do livre arbítrio!»
Uma excelente semana a todos! Aqui: http://templus.org/home/2013/07/semana-de-21-a-27-de-julho-astrovisao-11/**********http://youtu.be/Rky4j5k9Rwo**********http://youtu.be/n9Ucthmrmxc*********http://youtu.be/MNx4OvYBU4g

segunda-feira, 22 de julho de 2013

As biografias de M. Ynar

Dar vida pela palavra: as biografias de Marguerite Yourcenar


«Em 1951, Marguerite Yourcenar roubou a voz a Adriano, o imperador romano. Trinta anos mais tarde, foi Michelangelo o escolhido. Mas estes foram surrupios que deram vida, que reconstituiram, com a massa das palavras, dois homens mortos há tanto tempo: Yourcenar possui uma maneira particular de lidar com um artista ou um vulto histórico, muito diferente da relação que alguns outros escritores criaram com as suas personalidades eleitas.

Ninguém tem dúvidas de que a obra de Tintoretto ganhou certo vigor e corpo denso depois do belo ensaio de Jean-Paul Sartre, “O Sequestrado de Veneza”. Na mesma medida, quem seria Degas sem os escritos meditativos de Paul Valéry em “Degas Dança Desenho”? Alguém duvida de que Manet muito deve ao impulso reflexivo de Bataille? Devemos ao menos reconhecer que Cézanne é o que é por dever muito a Merleau-Ponty. Lembremos também que Delacroix, um pouco menos que esses citados acima, também deveu parte do seu reconhecimento a Baudelaire. Não se esgotariam aqui os exemplos dos artistas que devem algum do seu reconhecimento às vozes dos escritores que o elegeram, mas parecem-nos fugir exemplos do processo contrário.

Em 1983, a escritora belga Marguerite Yourcenar travou uma relação um tanto curiosa com ninguém menos que Michelangelo, grande artista do Renascimento italiano, considerado divino ainda em vida, transformado em mito no momento de sua morte, mas a quem Marguerite Yourcenar, sem dúvida, imortalizou. A escritora de língua francesa toma Michelangelo para si, e ela mesma lhe dá a voz. Ela abre mão da passividade biográfico-narrativa do escritor diante de seu objeto. Ela lhe devolve a voz através de sua própria voz; lhe devolve a vida através de sua própria vida. Ela assume a primeira pessoa e quem fala não é mais Marguerite de Crayencour – anagrama imperfeito de Yourcenar. É Michelangelo quem lhe toma a voz, ou ao contrário: ela é quem toma a voz de Michelangelo, como quem rouba uma parte vital de alguém que lhe permite o surrupio com sorriso macio no rosto.


“Sistina”, capítulo de “O Tempo, esse grande escultor” é uma narrativa delicada, com tom de confissão, entoada pela voz do artista forçado pelo papa a executar a pintura que seria um sucesso no momento imediato de abertura da capela ao público. É um relato de alguém que parece lidar com um tumulto de conflitos entrelaçados e que já se confundem. Ou melhor: tudo isso é uma bela farsa; Michelangelo não escreveu absolutamente nada daquilo. São escritos que revelam um gosto especial pela apreensão da essência do outro. Talvez seja um desejo de pertença tão agudo que a única maneira de ter e ser Michelangelo seja dando-lhe ou tomando-lhe a voz. Marguerite Yourcenar não está em momento algum se comprometendo em forjar uma nova face para o artista italiano; não pensa em criar um grande vulto para a História, porque ele já o é. Seu empenho parece ser apenas em dar vida ao artista através de substância literária, com a massa da palavra. Mas, àquela altura, esse artifício utilizado por esta escritora já não lhe era uma grande novidade: trinta anos antes quem tinha tornado a viver era Adriano, um dos imperadores de Roma, que também nunca precisou dos escritos de Marguerite Yourcenar para se tornar quem é. Esta empreitada levou a Yourcenar décadas de estudos a fio. Adriano foi autor de uma autobiografia que não chegou aos nossos dias. Marguerite Yourcenar toma a voz de Adriano para que assim ele possa reescrever aquilo que foi perdido. Ele reflete sobre a sua vida que se encontrava, àquela altura, na fronteira com a morte. Lembra de sua infância e juventude, sua subida ao poder, sua maturidade, seus amores. Nos deixa escapar a sua obstinação pelo mundo helênico, mas também nos revela as suas fraquezas, inseguranças e a sua constante desconfiança face aos que o cercavam.


Mais uma vez, não é nada disso: Marguerite Yourcenar é capaz de apreender delicada e cuidadosamente a mente daquele que lhe desperta profunda admiração. O uso atento, preciso e fluido das palavras é acompanhado de um forte compromisso com os fatos históricos, que a escritora não desrespeita em momento algum. “Memórias de Adriano” não é uma simulação, como se a escritora se vestisse de imperador romano e o interpretasse como em um teatro. Ela lhe rouba a voz na pré-condição de devolvê-lo à vida novamente. Não por acaso essa foi a mais bem sucedida obra do gênero na história da literatura. Em 1980, Marguerite Yourcenar seria a primeira mulher integrante da Academia Francesa, nove anos depois de se tornar membro da Academia Belga de Línguas e Literatura. Ela agora era a imortal. Talvez tenha alcançado aquilo que de fato perseguia em Michelangelo e Adriano. Ela os encarnou: teve coragem de fazer por dentro aquilo que os arqueólogos e historiadores do século XIX fizeram observando por fora. Ela lhes roubou as vozes, devolvendo-os como literatura.» (Renato Menezes)

Fonte: Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/03/dar_vida_pela_palavra_as_biografias_de_marguerite_yourcenar.html#ixzz2Zp2rkxBD

Marguerite Yourcenar - Memórias de Adriano

Marguerite Yourcenar - Memórias de Adriano

http://pt.scribd.com/doc/7021406/Marguerite-Yourcenar-Memorias-de-Adriano

Marguerite Yourcenar -- Obra Ao Negro

Marguerite Yourcenar--Obra Ao Negro

http://pt.scribd.com/doc/7178065/Marguerite-YourcenarObra-Ao-Negro

domingo, 14 de julho de 2013

PONTO DE HONRA

Desassossego a paixãoespaço aberto nos meus braços
Insubordino o amor
desobedeço e desfaço

Desacerto o meu limite
incendeio o tempo todo
Vou traçando o feminino
tomo rasgo e desatino

Contrario o meu destino
digo oposto do que ouço

Evito o que me ensinaram
invento troco disponho
Recuso ser meu avesso
matando aquilo que sonho

Salto ao eixo da quimera
saio voando no gosto

Sou bruxa
Sou feiticeira
Sou poetisa e desato

Escrevo
e cuspo na fogueira

MARIA TERESA HORTA, in MINHA SENHORA DE MIM (D. Quixote, 1971), in POESIA REUNIDA (D. Quixote, 2009)

 

J. S. Bach - Partitas para clave - Gustav Leonhardt

Se fosse escolher um som para minha vida
Escolheria o som de um piano...
Triste e sensual, como os pingos da chuva,
Porque escuto este som nos momentos
Mais significantes da minha existência...
Desafinado pela falta de alguém tocar,
Abandonado em sua essência ...
Se eu pensasse... arriscasse mais... talvez
Transformasse o som da chuva no som de um piano,
Imprimindo nova cor ao preto e branco do teclado.
Marcando novo compasso,
Ouvindo o som desaparecer e voltar,
Batendo o coração no mesmo ritmo...
E o piano numa queixa solitária,
Se transformaria nesta linda melodia...

SÔNIA SCHMORANTZ
http://youtu.be/4zRgdFsdb3Q

sábado, 13 de julho de 2013

Nietzsche

«A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século 19 prefigurava o piloto do século 20 sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição de suas obras para o uso como propaganda nazista. Contando também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra, com isto transmitir a essência e o estilo do pensador profético.»





http://youtu.be/3EGOwduWVKA

"a qualidade da viagem"

"Eu aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de fazer a sua escalada." (Gabriel Garcia Marques)


«O importante não é o "ponto de chegada" (Para qualquer vida humana a chegada é sempre horizontal!), mas "a qualidade da viagem."» (AM)


http://youtu.be/nWRbHPjvQeg

Volcano Choir " Byegone"

«As pessoas deviam ter mais de uma vida ou, pelo menos, uma que pudesse também voltar atrás se necessário. Para corrigir o que saiu mal à primeira, aprender a saborear as poucas horas boas - tal como uma canção que quanto mais se ouve mais se gosta - e, sobretudo, para poder ir primeiro por um lado e depois por outro e depois, sim, seguir pelo caminho encontrado

Pedro Paixão, in 'Viver Todos os Dias Cansa'

http://youtu.be/dp127U0EJoI